Diàrio de Bordo
Genova sotto la pioggia

Comemorado o capodanno celtico, um amigo da Poli (Danilo) me convidou para fazer um bate-volta a Genova no dia 01/11, visto que aqui seria feriado de Todos os Santos. Assim, abdiquei de participar da festa que teria aqui na residência na noite do dia 31 para conseguir acordar 6h do dia seguinte e pegar o trem.

Apesar de todos os esforços, acabamos nos atrasando um pouco e, quando chegamos na estação Centrale, não era mais possível comprar o bilhete através das maquininhas dada a proximidade da partida do trem. Nem cogitamos passar na bilheteria pois já tinham filas à nossa frente, então a saída foi comprar na entrada do trem mesmo, com uma espécie de multa de 5 euros por passagem.

Pelo que me recordo cehgamos em Genova por volta das 10h com os ombrelli abertos, dada a chuva chata que resolveu nos acompanhar neste dia. Descemos a pé da estação até o porto e visualizamos o navio estilo piratas no caribe mostrado abaixo.

E, logo ao lado, também encontramos o tão famoso Aquário de Genova.

Antes de chegar na bilheteria, tínhamos decidido visitá-lo imediatamente, visto que é coberto e muito famoso. Porém, na bilheteria descobrimos que o preço do ingresso era 18 euro e não exisita nenhum tipo de desconto para jovens ou estudantes. Então resolvemos caminhar para conhecer a cidade e, depois do almoço, pensar se voltaríamos ali.

Não tínhamos um rumo certo, apenas resolvemos andar e andar, até porque a cidade não é grande. Nisso, cruzamos por algumas ruas peculiares…

Por uma espécie de praça central repleta de arquitetura clássica:

Onde também aproveitamos para fazer uma foto com todos os participantes da viagem juntos. Como estava chovendo, demorou um pouco até achar alguém com rosto de que aceitaria parar ali e e tirar uma foto nossa. Mas finalmente passou uma moça bem simpática que até tirou mais de uma foto porque disse que a primeira não tinha ficado boa. :)

Na foto aparecem Danilo, Vendy (tcheca), eu e Tonia (alemã). As meninas eu conheci na viagem, o Danilo já as conhecia de uma festa em república que ele tinha ido. E o meu ombrello “cheguei” foi, felizmente, comprado no dia anterior à viagem. Apesar de eu ter achado um pouco caro e não ser da cor que eu a princípio desejava, valeu a pena pois o meu antigo tinha se arrebentado e eu teria sofrido sem nenhum. :)

Em seguida passamos pelo Duomo da cidade, que me pareceu ainda menor daquele que há em Como. Mesmo assim, não deixa de ser bonito e particular.

Infelizmente a foto ficou um pouco prejudicada dada a presença de barracas em que estavam ensinando coisas básicas de ciências naturais aos turistas e moradores da cidade. Uma barraca que parecia interessante era sobre o cigarro, dada o elevado número de pessoas que fumam nesse país… Aliás ontem na aula de sistema respiratório vi algumas imagens mostrando as paredes alveolares de uma pessoa normal e um fumante, realmente é assustadora a diferença.

Voltando ao assunto do post… Ainda ao pé do Duomo, a Vendy tirou foto de uma estátua de leão interessante, pois este aparece com o rabo entre as pernas além de sua expressão triste, de choro. Não tenho idéia de sua simbologia, mas segue a foto.

Continuando a caminhada sem rumo, cruzamos com a casa do Cristovão Colombo.

Até então eu nem tinha feito a ligação dele com a cidade. Mas ainda me lembro quando o Prof. Girafales explica pra turma que na verdade não se sabe se Colombo nasceu em Genova ou Veneza. Apesar que o Wikipedia aponta sua nacionalidade à República de Genova mesmo, cuja bandeira aparece na foto ao lado da italiana. Genova era um estado independente na época de seu nascimento até 1797, quando foi invadida por Napoleão.

Enfim, depois disso, resolvemos finalmente almoçar. Caminhamos bastante, mas descobrimos que de feriado até os restaurantes fecham naquela cidade. Encontramos alguns abertos mas eram muito caros, então voltamos para a região do porto e comemos um dos pratos [na verdade é um lanche] estrangeiros que se encontra com muita frequência na Itália: Kebab.

Há muitos turcos imigrantes por aqui e eles descobriram que abrir restaurantes para vender pratos típicos baratos é algo que funciona. Parece que na Alemanha há muitos anos o Kebab já faz sucesso e aqui na Itália é algo que começou mais recentemente. Eu gostei bastante do lanche e fico feliz de ter aceitado a sugestão de não colocar um molho picante. Foi a primeira vez que comi e, até então, a única. Mas acredito que em próximas viagens, na impossibilidade de cozinhar, ainda vou comer de novo.

Depois de comer resolvemos então entrar no aquário, pois ainda estava no início da tarde e tínhamos a impressão de ter andado boa parte da cidade. Além disso, na época eu achava que era o maior aquário da Europa… Mas semana passada me disseram que o maior é situado na Espanha. De qualquer forma, o de Genova realmente era imenso e surpreendente. A seguir algumas fotos que copiei de meus amigos porque esqueci carregar a bateria da minha câmera antes da viagem.

Attinie

Delfino

Meduse I

Meduse II

Meduse III

Nemo e sua família [também tinha todos os outros peixes do aquário do dentista]

Pinguini

Tartaruga gigante

Squali

E, para finalizar, eu na iminência de tocar uma raia. Tinha uma bacia cheia delas e com algumas placas informando que era permitido tocá-las. Apenas alertavam para o fazer de forma suave e evitar puxá-las pelo rabo, rs.

Depois de algumas horas apreciando todo o aquário, quando saimos a chuva tinha finalmente parado. Assim ainda andamos um pouco mais pelo porto, entre os navios.

E também aproveitamos para tocar o mar Mediterrâneo!

Finalmente de volta à estação de trem para retornarmos a Milão, dessa vez reparei que tinha uma estátua de Cristóvão Colombo bem à sua frente.

Isso ilustra bem como a visão fica limitada quando temos um guarda-chuva sobre a cabeça e, principalmente, na pressa de chegar logo a algum lugar para evitar o fastidio da chuva…

Capodanno Celtico

Enquanto alguns comemoram a festa de Halloween no dia 31/10, que aliás é muito difundida e festejada aqui em Milão; a mesma data também serve de marco do final de ano celta.

Assim, no final de semana relativo a este dia, no Castello Sforzesco, ocorreu uma exibição celta. As pessoas que ainda carregam tal cultura consigo montaram várias barracas para apresentar seus antigos costumes culinários, danças típicas, habitação (quase escrevi sem h…) e vestimenta.

Pelo que se sabe, segundo o Wikipedia, o apogeu da cultura celta se decorreu entre os séculos IV e III antes de Cristo. É uma cultura realmente muito antiga, que foi principalmente difundida na atual região do Reino Unido, mas que ainda é lembrada e vivida por muitas pessoas na Europa.

Além disso, sua religião ofereceu forte influência sobre uma corrente moderna politeista chamada druidismo, baseada principalmente na idéia de que tudo ao nosso redor possui vida, alma e consciência (animismo).

Bom, depois dessa bem breve introdução sobre a cultura celta, seguem as fotos:

Barraca com vestimentos e armaduras celtas.

Homem trajando um colete semelhante àquele que Frodo recebeu de seu tio.

“Nosso” guia ao longo da exposição. Na verdade, apenas seguimos [como intrusos, rs] uma visita guiada que, dado o número de crianças, era provavelmente de alguma escola.

Instrumento musical que, secondo me, poderia ser um híbrido entre violão e harpa.

Celtas vestidos a caráter, escudos e parte de uma barraca em que costumavam habitar.

Mais celtas junto a uma balança de medida, que era possivelmente utilizado para as trocas comerciais.

Barraca, visitantes da exposição (o carrinho de bebê não faz parte da mesma…) e brasão.

Cozinha e quarto.

Depois de passar por toda a exposição, voltamos para a frente de um palco que tinha montado no início da mesma. Tiveram algumas apresentações musicais antes e, pouco depois que chegamos, eles começaram a ensinar danças típicas para todo o público visitante. Claro que resolvemos participar! Até porque estava muito frio e precisávamos nos esquentar um pouco… :) Eram algumas danças folks, com música que se assemelhava bastante àquelas típicas irlandesas. Dançamos sempre em pares que, juntos, constituivam uma roda grande em que se passava uma harmonia em toda a dança, numa espécie de coreografia. Muito bonito.

Por fim, de volta a residência, resolvemos fazer um jantar brasileiro para as duas romenas que nos acompanharam na exposição. Não tem nada a ver com o capodanno, mas foi realizado no mesmo dia então resolvi emendar neste post:

À direita, os cozinheiros (cof); e, no outro lado, as cobaias.

Arroz, feijão, carne moída e purê de batata. Não era uma feijoada… Mas ficou gostoso! :D

Compleanno 2010

Apesar de eu já ter publicado as fotos do meu aniversário via Facebook há algum tempo, gostaria de também deixar registrado aqui como foi o meu primeiro aniversário fora do Brasil e longe das pessoas amadas…

Bom, alguns dias antes eu comecei a pesquisar bastante na Internet sobre possibilidade de comemorar em alguma churrascaria por aqui. Sim, existem churrascarias em Milão, exatamente com o nome que conhecemos, pois são restaurantes de brasileiros mesmo.

Eu encontrei algumas muito atraentes, que ofereciam no rodízio de carne tudo que encontramos no Brasil, além de feijoada, pão de queijo e outros pratos da culinária brasileiro no buffet. Porém, o mais barato que consegui encontrar foi 28 euro pelo rodízio, sem incluir serviço e bebidas. Assim, fico com a impressão que não conseguiria pagar menos que por volta de 40 euro. [Apenas um pequeno comentário: o serviço daqui não funciona na forma de % sobre o total da conta; invece, eles cobram uma quantia fixa por pessoa chamada coperto.]

Assim, resolvi aderir à sugestão do meu coinquilino de comemorar em um aperitivo onde se pode comer bastante de tudo e ainda com a possibilidade de tomar um chopp (birra alla spina) em quantidade generosa. Mandei o convite via Facebook para [quase, devido à pressa e distração] todo mundo no dia anterior e reservamos lá. Fiquei muito feliz porque no fim apareceram por volta de 30 pessoas! Foi um dia que terminou muito feliz para mim, todos os que compareceram me fizeram sentir muito bem, praticamente em casa.

Bom, seguem as fotos do aperitivo no Blender!

Esquerda, de frente pra trás: Pier (italiano), Mari, eu, Kátia, Adam, Carol (chilena); continuando a mesa de trás pra frente: Lucia (colombiana), Rafa, Elcio, Raissa, Carlos, Henrique.

Esquerda pra direita: Henrique, Cleber, Olivia (romena), Cristina (romena), Dhananjay (indiano), Vinicius, amigo deste e eu.

Raquel, Isa, Leo (com uma cara dumal), Nishi, eu e Andressa.

Depois que vagaram mais mesas na parte interna, voltei para lá junto com o pessoal que estava nas mesas de fora. Quando cheguei, todo mundo me recebeu cantando parabéns, diversas vezes em trocentas linguas, foi emocionante! E, acrescentando quem não estava nas fotos anteriores: Marcio e Bruno.

Continuando as fotos do parabéns, destaque ao Leo agora com cara “normal” (fantasma, rs).

Ao meu lado, um italiano cujo nome não sei, era amigo de alguém que tava lá. E no meio a Steff (mexicana).

Para finalizar, o presente que as romenas me deram! Um artesanato muito bonito que trouxeram de seu país. A caixinha tampou, mas elas ainda escreveram ao redor do mesmo: “Tanti Auguri da Olivia e Cristina”

Enfim, ainda compareceram outras pessoas mas que não sariam nas fotos porque não ficaram tanto tempo. Dentre elas, os franceses Camille, Fabien, Lionel e Selma; e a Alise, da Lituânia, que fez a viagem a Lugano comigo. Espero não estar me esquecendo de ninguém, mas peço que me desculpem caso esteja. E realmente agradeço a presença de todos, esse dia foi muito especial para mim!

A Milano è così

Ontem finalmente consegui mandar as fotos que eu queria ao Picasa e, assim, agora posso começar a fazer mais um post no blog! No momento estou com fotos para 5 posts… Até segunda tenho confiança que já terei fotos para um sexto. Mas com calma vou atualizando por aqui.

Aproveito para neste post responder algumas perguntas que fizeram nos comentários. Em relação a estes, eu sempre os leio pois recebo uma notificação via e-mail. Então não se desanimem na ausência de resposta, porque esta é proporcional à correria aqui. Aliás, daqui duas semanas eu farei minha primeira prova e preciso estudar bastante ainda. Então pode ser que a próxima atualização demore um pouquinho…

Enfim, vamos ao que interessa! Para começar, gostaria de consigliarvi a verem o seguinte vídeo antes de ler o resto do post: http://www.youtube.com/watch?v=id3405Fr4hk

Agora vou tentar reproduzir, através de fotos e breves explicações, as impressões que tive em relação à Milano e suas peculiaridades. Começo com uma foto que é continuação ao último post, em que relatei minha chegada aqui e o primeiro dia. Bom, no segundo dia, eu finalmente cruzei com rostos conhecidos aqui na Martinitt (residência em que estou), bem como acabei conhecendo outros brasileiros e alguns chineses. Com estes, fui a um aperitivo no final do dia.

Apesar de o nome passar a impressão de algum tipo de drink, “aperitivo” é o nome dado aos happy hours feitos por aqui. Apesar de também terem certo horário restrito durante à noite (di solito entre 18 e 22h), costumam ocorrer todos os dias da semana, inclusive sábado e domingo. E funcionam da seguinte forma: você vai a um bar, prendi um drink qualquer (alcoolico ou não) que custa entre 7 e 10 euros e, dessa forma, você tem direito a comer o quanto quiser no buffet oferecido pelo bar escolhido. A variedade e quantidade de comida disponível varia bastante de lugar a lugar… Mas, chegando cedo, em todos sempre é possível comer até não se aguentar mais. E em alguns se encontra também culinária japonesa, frutos do mar, diversos tipos de doces, frutas… É maravilhoso!

Neste primeiro que fui, além de bastante comida, também tinha um delicioso bolo de chocolate e um pote de 5kg de Nutella (foto acima), que usei para colocar nas frutas e substituir o leite condensado. Ficou delicioso. Ah, nutella é algo muito barato por aqui, sempre tenho um pote de 700g no meu quarto para fazer a colazione. Como pediram tantas receitas, segue uma bem simples: pão + nutella + formaggio a fette (lembra o polenghi que temos no Brasil, mas cortado em fatias). Também é possível adicionar mortadela, caso tenham coragem e deixem o nojo de lado, rs. Bom, pelo menos eu adorei a mistura!

Continuando no assunto de aperitivo, para estudantes internacionais tem um esquema melhor ainda que o aperitivo tradicional. Toda semana ocorre a chamada “International week”, em que cada semana as festas são voltadas para um determinado país. Como são voltadas para estudantes erasmus, oferecem uma ótima promoção: entrar gratuitamente ou pagar 10 euros por 2 drinks. Normalmente eu entro sem pagar nada ou divido os drinks com alguém, pois dentro da festa cada drink passa a custar 10 euros.

Enfim, em particular mercoledì sempre (literalmente) vou a Old Fashion, pois, antes da festa, também temos um buffet de graça. Ou seja, podemos aderir ao esquema descrito acima, entrar sem pagar nada e comer à vontade! Não é sensacional? Além disso, este lugar ainda oferece pratos típicos relativos ao país da semana em questão, bem como uma apresentação cultural do mesmo. Assim, na semana brasileira, eu comi feijoada, bolo de fubá, e ainda vi uma apresentação de capoeira!

Porém, nem sempre eles acertam nas escolhas. Por exemplo, a foto acima foi tirada durante a semana cubana, onde se apresentou um cara imitando o Michael Jackson. Bom, pelo menos foi bem animado e o cara dançava muito. :)

Aproveitando, algumas fotos das semanas que eles acertaram as apresentações. Infelizmente não tirei nenhuma foto na semana brasileira (capoeira) ou na argentina (tango). Mas, a foto acima é relativa à semana espanhola e essa mulher fez uma bela apresentação de flamenco.

E a foto acima mostra a apresentação dos mariachis na semana mexicana que foi, certamente, a mais animada e que contagiou todo mundo. Principalmente com a versão espanhola do famoso “Ai, ai, ai, ai… Tá chegando a hora (…)”:

“Ay, ay, ay, ay… Canta y no llores. Porque cantando se alegran, cielito lindo, los corazones!”

E o dia mexicano coincidiu com o aniversário do Cleber. Mas claro que não poderiamos deixar a nossa tradição passar na Old Fashion. Na foto acima: Rafa, eu, Cleber e Thais; alguns dos brasileiros que foram esse dia.

A Old Fashion é localizada dentro do Parco Sempione, perto do Arco da Paz mostrado no último post. Sempre que voltamos de lá, também passamos pelo Castello Sforzesco, que é caminho para chegarmos na estação Cadorna de metro. E, um dos dias que estavamos voltando, acontecia um festival em nome do Berlusconi entre o Castello e o Parco (local onde se realizam diversos festivais). A bandeira branca que o cara está balançando era de propaganda de seu partido. E a cantora que se apresentava no dia em questão, seu nome eu não me lembro, mas a recordo como Amy Winehouse italiana. Acho que dispensa maiores comentários, tal título a descreve perfeitamente.

Bom, esse festival se encerrou em um domingo e alguns brasileiros me disseram que o Berlusconi faria um discurso durante o encerramento. É claro que não poderia perder a oportunidade de vê-lo uma vez na minha vida pessoalmente, rs. Todo mundo aqui da residência, a princípio, ficava pasmo ao saber que eu (e esses brasileiros, Mari e Elcio) iríamos participar do encerramento, rs. “Mas vocês gostam dele???”

E, como a foto acima pode mostrar, até que tem bastante gente aqui em Milão que o apoia. O cara realmente tem um grande controle de toda a mídia italiana, além de muitas outras coisas, é incrível. Mas enfim, mesmo se não tivesse tal controle, cada um vota em quem considerar melhor e não estou aqui para julgar…

Continuando, dentro do Castello Sforzesco, há diversos museus. Um dia eu estava apenas passando por lá para usar o banheiro que eu sabia que era de graça e, depois, fui dar uma olhada nos preços. Eis que de repente a atendente veio me oferecer um convite para visitar o museu, informando-me que naquele horário a entrada era gratuita. Infelizmente não tive tempo de ver tudo, apenas uma das exposições, mas acima registro uma foto que representa bem uma das grandes características principais de Milão: arte em todas suas possíveis formas de expressão.

Prosseguindo por um passeio imaginário nas principais ruas do centro, saindo do Castello, em direção ao Duomo, passa-se pelo chamado Picccolo Teatro. E em sua entrada possui a escrita acima que nos lembra que essa cidade já foi palco de muita história também. Neste caso, dentre os eventos mais marcantes já ocorridos, acredito que seja o mais recente. Mas basta caminhar mais um pouco até chegar ao Duomo e ver que começou a ser construido muito antes que a América fosse descoberta (obs: esta última frase é dica para o que será apresentado em um dos próximos posts).

Falando em teatro, em uma das praças centrais também já presenciei essa apresentação de teatro gratuito. Foi um monólogo interessante, que fazia parte de uma série de manifestações em relação a alguma medida adotada recentemente que já esqueci (perdoem minha memória). Bom, antes de prosseguir, também enfatizo um detalhe registrado nesta foto: o cigarro. Os italianos realmente fumam demais. Mesmo não se fumando em locais fechados, não é tão difícil chegar em casa à noite com cheiro de cigarro.

Chegando ao Duomo, um dos lugares em que tudo acontece nesta cidade. Em especial, o show do Andrea Bocelli, que fora realizado dentro do Duomo. Fiquei sabendo de tal show logo que cheguei em Milão, liguei para me informar sobre a disponibilidade dos ingressos mas, infelizmente, o único setor com algumas vagas era o mais caro: apenas 1000 euros o ingresso (não, não errei o número de zeros). Mesmo assim, no dia do show fomos até lá para ver como estaria tudo. Valeu a pena, pois no ponto do ônibus conhecemos duas romenas aqui da residência; e, no Duomo, ao menos conseguimos ouvir em alguns momentos a voz do Andrea Bocelli. Mas ainda tenho esperança de conseguir ir a um show seu…

Ao lado do Duomo, se apresenta a famosa Galleria Vittorio Emanuele. Nesta galeria, além de diversas lojas de grife [e um Mcdonald’s perdido], se encontra a pintura do famoso touro e um buraco muito bem localizado. Dizem que todo mundo que passa por Milão deve meter o calcanhar direito nas genitais do touro e dar 3 voltas em torno de si para dar sorte. Demorei para saber, mas ao menos o fiz no dia que vi o Berlusconi.

Saindo da região central, para chegar na residência por exemplo, temos mais de uma opção possível. E isso ocorre em diversos caminhos que fazemos, pois a cobertura de área dos transportes públicos, especialmente dos metros, é incrível. Acredito que há mais estações aqui do que em São Paulo, como pode ser observado (com certa dificuldade) na foto acima, que mostra as linhas de metro, bem como as de trem. Além disso, há uma grande vantagem. Estudantes até 25 anos podem fazer um abbonamento mensal (17 euro/mês) ou anual (não lembro, mas compensa um pouco mais) para o transporte público. Dessa forma, recebemos um cartão e, com este, podemos utilizar ilimitadamente os metros, trens, bondes e onibus, desde que dentro da cidade de Milão. No mapa acima há alguns limites impostos próximos das extremidades das linhas, se os ultrapassamos, devemos pagar algo a mais.

Nos pontos de bonde e ônibus, com certa frequência, também é possível encontrar o mapa das linhas que passam pelo mesmo. Ah, agora lembrei outro detalhe que esqueci fotografar: quando estamos dentro dos transportes, sempre somos avisados sobre a próxima parada. Isso é algo tão simples e tão útil…

Outra informação disponível em todas (!) as paradas é a frequência de passagem do respectivo transporte, mostrando os horários previstos de passagem em cada dia da semana.

Porém, aqui não é Alemanha, então o horário previsto nunca é respeitado com rigidez. Nesse dia que tirei a foto acima, era previsto para passar bonde a cada 8 minutos, rs… Bom, o problema é que aqui também tem um pouquinho de trânsito e isso atrapalha. Aliás, o bonde sempre deve andar sobre seu trilho, mas muitas vezes o trilho passa no meio da rua por onde também se passam os carros tradicionais. Às vezes vira um casino tal mistura, mas o pessoal daqui se entende; ou ao menos demonstra quando não concorda com algo bem claramente com as mãos. Sim sim, esse é um estereótipo italiano muito difundido por todo o mundo e que realmente é verdade. Incrível a quantidade de gestos que fazem, mas acho bonito, rs. [Falando em estereótipos, é muito mais fácil achar pessoas obesas em São Paulo do que aqui.]

Para finalizar a descrição do transporte público aqui, também podemos presenciar vezes que passam diversos ônibus iguais de uma só vez, como na foto acima em que passam três 54 juntos, rs. E aí ou você tem a sorte de estar lá na hora ou deve esperar um bom tempo até o próximo, rs. Bom, tal “bom tempo” é dito em comparação aos padrões normais de espera aqui; em relação a SP, acho que a espera aqui nestes casos ainda é menor.

Como a foto acima foi tirada na frente da Martinitt, mostro uma foto de um posto aqui de dentro, em que se evidencia uma tradição muito difundida por aqui: coleta seletiva de lixo. Realmente o pessoal daqui leva isso a sério, em todo lugar que você estiver acredito que terá diversos tipos de lixo, inclusive dentro da sala de aula. Eles separam em plástico, papel, vidro e outros. Ah, às vezes pode faltar uma dessas opções, mas ouvi dizer que a maior preocupação é em pelo menos separar o vidro.

Agora, nos arredores da minha residência, há uma residenze per anziani. A foto acima mostra a faixada desse asilo, enquadrando também duas propagandas diversas de onoranze funebri. É, o pessoal aqui não é besta, sabe onde está o [potencial] público alvo…

Continuando nas proximidades da minha moradia, apresento a foto acima em que se evidencia um dos maiores problemas de Milão: parcheggio. Teoricamente, é proibido parar nessa fila dupla, ainda mais em cima da calçada. Mas os policiais acabam não multando, porque sabem que realmente não tem espaço. Conversando com o Gianpaolo (mio coinquilino), descobri que o maior problema enfretado é que a cidade de Milão possui muita água abaixo da terra, mas muito próxima a esta. Dessa forma, não é possível construir garagens como aquelas que estamos acostumadas nos nossos prédios em SP.

Mas às vezes eles exageram na criação de vagas… O carro laranja realmente tá estacionado. E não foi a única vez que vimos um carro parado ali, rs.

Agora, passando ao Politecnico. Às vezes os italianos podem se demonstrar sporchi também. A foto acima retrata o que encontrei embaixo da parte da mesa relativa à cadeira que resolvi sentir. Além das cascas de laranja, aparece um dos jornais que distribuem gratuitamente ao longo da cidade da mesma forma que em SP. Infatti, aqui também tem a versão italiana do Metro. E um outro detalhe, ao lado das cascas é possível se ver o anúncio do seguinte programa de tv: “Sei più bravo di un ragazzo di 5ª?” Alguma semelhança com um programa do Silvio Santos? rs

E agora uma foto que registra parte de uma das salas em que tenho aula. Nada de especial em foco, mas alguns detalhes interessantes. Talvez alguém tenha notado que disse na descrição da foto anterior “parte da mesa”. Pois é, aqui sentamos todos uns ao lado dos outros e compartilhamos a mesa. Quando cheguei achei muito estranho, pois o espaço disponível para cada pessoal não é tão grande como as mesas que temos nas salas de aula no Brasil. Mas aos poucos você se acostuma com isso, e agora até gosto porque aproxima mais as pessoas também. Outro detalhe é que na foto só aparecem mulheres. Isso mesmo, uma das alegrias de se fazer eng. biomédica é que sua sala fica praticamente meio a meio, como sentia falta disso… Por último, o lugar na parede para pendurar as pesadas blusas que levamos [a minha… digo, do meu pai, é a segunda da esquerda pra direita :)]. Isso significa que faz muito frio, mas que este é mais restrito a fora do prédio pois todas as salas de aula (assim como as casas) tendem a ser bem isoladas, o que é muito bom.

Agora para finalizar esse post pesante, não podia deixar de mostrar uma das maiores manias dos italianos: café! Como pode ser observado na foto acima, de um bar próximo ao Politecnico, além da grande variedade disponível, existe até abbonamento pra café! Isso mesmo, você já paga os 10 cafezinhos que vai tomar em uma ou duas semanas e ganha um desconto pela fidelidade ao lugar. Mas acho que não tomei café nenhuma vez desde que cheguei aqui, olha que orgulho! No máximo peguei um pouquinho de alguém para experimentar… Mas ainda prefiro meu leitinho com chocolate toda manhã.

Bom, é isso… Agora vou esquentar minha janta (hoje cozinhei a mais no almoço para não enfrentar fila pra cozinhar à noite) e fazer os preparativos finais antes de viajar. Espero postar de novo em breve… Até! o/

PS: Devido à pressa, publico este post sem nenhuma revisão. Assim, perdoem a possível confusão no desenvolvimento do mesmo, bem como quaisquer erros. E aceito revisões nos comentários tb. :)

Hare Krishna - Milano

Agora consegui acessar o YouTube novamente na residência. Infelizmente, sabe-se lá porquê, esteve bloqueado o final de semana inteiro. Espero que a Internet comece a se estabilizar de uma vez por aqui, principalmente para fazer as ligações ao Brasil…

Bom, como prometido, esse é o vídeo da passeata Hare Krishna que cruzou meu caminho no segundo dia que eu estava em Milão. A passeata parou todo o trânsito (que não é nada como o de São Paulo, mas tá valendo) das principais ruas do centro, desde o Parco Sempione até próximo do Duomo.

Em breve mais posts! o/

I primi giorni a Milano

Ciao a tutti! Hoje é domingo, decidi passar o dia em casa para descansar e fazer algumas coisas pendentes, inclusive finalmente postar neste blog que já estava criando teias. Já estou há exatamente um mês em Milano, então o atraso é grande, eu sei, scusate. Mas apesar de eu já ter internet [lenta] no meu quarto, as aulas começaram e estou com pouco tempo livre ultimamente. Assim, também não vou poder descrever dia por dia como fiz nos últimos posts. Até porque seria um pouco entediante, já que alguns dias foram basicamente “acordar, tomar banho, café, aula, cozinhar, aula, cozinhar, socializar na cozinha, dormir”. Nonostante, vou descrever os primeiros três dias com maior detalhe neste post.

Depois que acabei a prova do curso de Italiano, dirigi-me à estação de Como para pegar o trem a Milão. O “único” problema é que, após andar um quarteirão com as minhas tralhas, as rodinhas da minha mala resolveram se arrebentar. Isto é, elas não rodavam mais! Creio que foi algo progressivo, mas rápido. Uma rodinha deve ter saido do eixo por algum motivo X, passando o peso para a que estava do lado oposto, que não foi projetada para suportar os 30kg sozinha… Enfim, acredito que era possível gastar cerca de 1h30 do Politecnico de Como até a residência em Milão, mas demorei quase 4h. Afinal, não é fácil ficar puxando/arrastando/carregando aquele trambolho. Principalmente nas estações de metro de Milão que não tinham escada rolante. Bom, ao menos foi uma bela musculação, rs.

Chegando na residência, pelo menos o cara da recepção foi muito gentil e carregou a mala até meu quarto porque eu já tinha gasto todas as energias. Quando entrei, meu companheiro de quarto ainda não estava aqui. Comecei a desfazer minhas malas e arrumar minhas coisas e, depois de algum tempo, ele chegou. Ele se chama Gianpaolo e é um italiano proveniente de uma piccola città próxima de Bergamo, cidade que possui um dos aeroportos relativos a Milão. Conversamos por cerca de meia hora, ele me explicou como são as coisas aqui na residência e me mostrou as havainas legítimas que tinha e que usava para encher o saco do ex companheiro de quarto argentino. Com isso já ganhou meu respeito, rs. Mas logo em seguida foi para o quarto de seu amigo estudar, pois, apesar de ser sexta à noite, ele precisava estudar bastante para uma prova final que teria na terça seguinte. Assim continuei arrumando minhas coisas, tomei banho, fiz compras básicas no Esselunga aqui perto, comi algo e capotei.

Acordei próximo da hora do almoço no dia seguinte e este estava muito lindo. Assim resolvi rodar um pouco pelo centro da cidade, até porque precisava descobrir como usar a Internet pelo meu celular (no dia anterior antes de vir para Milão, tinha comprado um chip da Wind, operadora que a maioria dos intercambistas usam por aqui). Fui até a estação do Duomo, onde já aproveitei para fazer meu abbonamento de estudante para usar os transportes públicos aqui em Milão. É um esquema muito bom, pois se paga 17 euro por mês e se pode utilizar de forma ilimitada os ônibus, trens, bondes e metros dentro dos limites de Milão. E esses transportes realmente cobrem a cidade inteira de forma incredibile. É possível chegar literalmente na porta de qualquer lugar ou, no máximo, ter que andar uns 2 quarteirões. Porém, só comecei a usar a tessera em Outubro pois, devido à grande procura no mês de Setembro, que antecede o início do ano letivo aqui, demorou 15 dias para ficar pronto.

Enfim, voltando ao meu sábado… Saindo da estação, estou de cara mais uma vez, após quase um ano, ao imponente Duomo di Milano.

Depois disso, fui em direção ao Castello Sforzesco com uma longa parada na loja da Wind até conseguir resolver meu problema. Ainda parei pelo caminho para comprar uma espécie de baguete de pizza, que foi meu almoço naquele dia. Atravessei o castelo sem tirar nenhuma foto pois, como todo final de semana, estava completamente cheio de gente. Na verdade, percebi que ainda não tirei nenhuma foto do castelo em si (só de algumas exposições na parte interna) até agora. Qualquer dia eu tiro e posto aqui.

Enfim, na saída do outro lado do castelo, comprei un granite di fragola. É uma raspadinha de morango absurdamente gostosa. Não sei se é igual àquelas que costumavam vender nas praias do Brasil, pois não lembro de ter experimentado. Mas, quando a tomei, foi definitivamente o ápice do meu sábado! Por isso até merece uma foto.

Essa raspadinha tem em diversos sabores… Outro dia eu fui experimentar uma de Anice porque não tinha a mínima idéia do que era. E descobri como é horrível! Fiquei com a sensação de estar tomando pasta de dente. Mas felizmente a atendente foi super simpática comigo e me deu outra de fragola (porque fiquei com receio de pegar outro sabor ruim) de graça. \o/

Bom, à frente da saída do Casello em que me encontrava, deslumbrava o famoso Parco Sempione. Não chega nem perto do tamanho do Ibirapuera, mas é muito gostoso de se passar o dia. Tanto que fiquei lá por cerca de duas horas, seja andando, sentado no banquinho ou estirado na grama.

Na ponta oposta a que entrei, se encontra o Arco della Pace.

Este arco começou a ser construido em 1807 a pedido de Napoleão, na época em que ele foi rei do chamado Reino de Itália. Ele foi corado em 1805 pelo papa Pio VII, mas este apenas o proclamou, pois a coroação foi feita pelo próprio Napoleão. Mas este reino não era constituido por toda a região que a Itália ocupada atualmente, pois também existiam o Reino de Napoli (sul da Itália), que também esteve sob domínio de Napoleão, e o reino da Sicilia. Seu irmão mais velho (Giuseppe Bonaparte) foi rei de Napoli até 1808 e depois, quando se tornou rei da Espanha, foi sucedido por Gioacchino Murat, que depois ficou conhecido como Gioacchino Bonaparte. Contudo, o Reino da Sicilia era dominado por Ferdinando IV com o apoio da Inglaterra e seu embaixador lord William Bentick. Porém, quando Napoleão perdeu a batalha de Waterloo em 1815, este arco ainda não estava pronto. Com sua queda, o reino da Sicília e de Napoli voltaram a constituir o único Reino das Duas Sicilias, enquanto o da Itália deixou de existir e foi fragmentado.

Somente em 1826 o monumento continuou a ser construido por vontade do imperador da Áustria Francesco I, em nome da paz que havia reunificado as diversas potências europeias em 1815, através do Congresso di Vienna, em que se redesenhou o mapa da Europa após o período napoleônico. Porém, tal obra só foi finalizada em 1838, 3 anos após a morte de Francesco, participando da cerimônia de inauguração o próximo imperador da Áustria, Ferdinando I, que também era rei do Reino Lombardo-Veneto, constituido pelas regiões do norte da atual Itália e que fora criado durante o Congresso.

Por fim, em 1859, neste arco, ocorreu a entrada triunfal de Vittorio Emanuele II e Napoleão III, em razão da vitória da Battaglia di Magenta. Em 1858, Vittorio Emanuele (na época, rei do Reino da Sardegna, que também abrangia a região de Piemonte) e Napoleão III (imperador francês) fizeram um acordo segreto em que o último ajudaria militarmente o primeiro em caso de ataque austríaco, com a condição de que, em caso de vitória, a Sardegna cederia as províncias de Nizza (Nice) e Savoia à França. No início de 1859, Vittorio Emanuele fez a seguinte declaração: « …Noi non siamo insensibili al grido di dolore che da tante parti d’Italia si leva verso di Noi… », que obteve grandes manifestações favoráveis do resto da península. Em contrapartida, a Áustria emitiu um ultimato exigindo o desarmamento e, após o limite de três dias imposto, resolve invadir o Piemonte, iniciando a guerra. Essa batalha foi um marco importante da segunda guerra de independência italiana, que teve como consequência direta,através do Risorgimento, a formação do Reino da Itália (1861-1946), que se tornou a República Italiana através do referendum istituzionale após a Segunda Guerra Mundial.

Agora, deixando um pouco a exposição de um “trabalho” sobre a história italiana que se tornou o meu domingo (e que me sinto muito feliz de ter feito), continuo o relato do meu passeio, rs.

Quando estava saindo do parque, encontrei a partida de uma passeata Hare Krishna que ocorreu ao longo das ruas centrais de Milão. Havia algumas viaturas da polícia ajudando a passagem no meio do trânsito (que ficou todo paralisado). A passeata contou com a presença de vaca (ou boi, sei lá), pessoas vestidas a caráter e dançando alegremente ao som da música tradicional, além de um bloco (tipo de carnaval) no final. Eu gravei um vídeo mas estou com dificuldades de mandar para o blog, vou ver se depois faço em um post separado. Enfim, eu segui a passeata até chegar ao Duomo mais uma vez, registrado durante o pôr do Sol na foto abaixo (sem qualquer tipo de edição computacional).

Eu estava pensando em contar um pouco da história do Duomo agora, mas vou deixar para um próximo post porque já está um pouco tarde e eu precisaria pesquisar/resumir as informações; e, principalmente, porque eu ainda não subi o Duomo: acredito que ficará mais interessante com as fotos lá de cima.

Dopo di fare la foto qui sopra, ho ritornato alla residenza. Così adesso finisco questo post. Allora, spero che ci sentiamo presto! Buona settimana a tutti!

Le due settimane a Como [2]

Retomando o post anterior… No dia seguinte ao belo sábado, nós finalmente tiramos um dia para descansar. Acordamos bem tarde, passamos no mercado para fazer as compras da semana, fizemos um belo almoço, dormimos novamente à tarde e ficamos em casa o resto do dia. Tiramos o atraso do sono e do repouso muscular da semana inteira.

 

Foto do nosso almoço no domingo, com belas expressões de cansaço acentuadas com a barba não feita hà mais de uma semana, rs.

 

Agora fiquei alguns minutos tentando lembrar o que aconteceu na segunda, mas não veio nada de especial em minha mente. Esse é o problema de estar tão desatualizado no blog, preciso postar mais vezes para finalmente chegar nos dias atuais, senão algumas coisas – principalmente aquelas que não são registradas em fotos – vão se perdendo aos poucos.

Ahh, lembrei! Segunda nós fomos, mais uma vez, naquele templo que servia como ponto de encontro noturno do pessoal. Porém, dessa vez, resolveu cair uma bela chuva poucos minutos depois que estávamos voltando para casa. Lembrando que a caminhada entre nossa residência e o templo era o maior motivo fazermos tanto exercício físico enquanto estávamos em Como, conclui-se que chegamos ensopados na residência.

Além disso, nesta noite, dois portugueses dormiram no [chão do] nosso quarto, pois tinham sido “convidados para se retirar” do albergue em que estavam habitando, rs. Mas foi bom, porque no dia seguinte um deles me ensinou a fazer molho de tomate com atum para colocar no macarrão e descobri que, além de ser muito prático, fica delicioso! 

 

Enfim, na terça, 07 de Setembro, enquanto quase todo mundo que lê esse post passou o dia num belo feriado, nós em Como não deixamos de ter aula. Na verdade, eu só fui na parte da tarde porque de manhã continuou chovendo muito e eu estava sem ombrello. Em compensação, à noite, nós conseguimos ir a um concerto de música clássica gratuito! Nós tínhamos visto o anúncio do mesmo (foto abaixo) naquele primeiro domingo em que fomos visitar o lago.

Este concerto fazia parte de um festival internacional de música que ocorreu até hoje (24/09) nas cidades de Milano, Torino e arredores. Se não me engano, no fim, este em Como foi o único que conseguimos ver, mas foi maravilhoso. Mais do que a música que ouvimos, fiquei pasmo com o lugar que serviu de cede. Abaixo mostro algumas fotos do mesmo. Apesar de terem me dito que seria muito feio tirar fotos lá dentro, só me importei com o fato de que era permitido. :)

Só não tive coragem de tirar foto durante a apresentação, pois deve ser desagradável para quem está tocando visualizar aquela pequena luz vermelha, mesmo sem flash.

Vista da lateral esquerda, da qual eu estava sentado mais próximo. Era tudo realmente incrível, fiquei imaginando como deve ser o Teatro Alla Scalla se este já era assim.

E, para finalizar a sessão das fotos de terça, o teto. Passava a impressão de estarmos olhando para o céu, com o grandioso lustre atuando perfeitamente como Sol.

 

Na quarta, nós só teríamos aula na parte da manhã, pois, à tarde, estava programado um passeio pela cidade de Como. Assim, decidi vir logo cedo para Milão para tentar pegar a chave do meu quarto na residência. Isto porque o Cléber tinha vindo aqui no dia anterior e descobriu que, tratando-se de assuntos de residência, pessoalmente as coisas funcionam melhor e mais rápido do que por e-mail.

Quando cheguei em Milão começou a chover novamente e aproveitei para finalmente comprar um guarda-chuva na saída da estação de metrô que fica perto ao Politecnico e onde tinham vários vendedores. O cara queria inicialmente 5 euro, mas consegui pechinchar bastante até chegar nos 2,50. Foi uma boa compra, pois no mercado é bem caro e, apesar de pequeno, o ombrello parece ser ligeiramente duradouro.

Bom, até o final do dia consegui resolver tudo, passei na residência e consegui pegar minha chave. Assim fiquei muito mais tranqüilo pois, na sexta, eu só chegaria no final do dia e não sabia se poderia fazer o check-in. De fato, devido a imprevistos no dia, eu realmente não conseguiria fazer, mas este é um assunto para o próximo post.

 

Quinta-feira, os argentinos do nosso curso resolveram fazer um jantar para nós (eu, Cléber e Henrique). Eles fizeram um risoto muito gostoso e nós levamos os vinhos e o sorvete para sobremesa.

Foto do jantar argentino. O nosso quarto era praticamente igual a este, onde se tem um cômodo como quarto/sala/cozinha e outro de banheiro, rs. Mas era ótimo, principalmente pelo fato de ter frigobar, forno e panelas já disponíveis e só para nós.

 

Depois do jantar, fomos para a festa de aniversário da Roberta, uma brasileira do curso. Afinal, apesar de ser véspera da prova final, não podíamos deixar de aproveitar a última noite que todos estaríamos em Como. Ela marcou num bar/balada mexicano muito bom e não se pagava nada para entrar. No fim da festa, até o dono do lugar estava dançando conosco em cima das mesas. Sim, como se pode ver na foto abaixo, todos dançavam em cima das mesas mesmo, por mais estranho que possa soar.

 

No último dia do curso, tivemos uma breve correção de exercícios de manhã e, em seguida, um belo almoço na própria sala de aula.

A nossa professora (Sefora) fez diversas mini pizzas deliciosas e nós compramos outros salgados, bebidas e doces no Esselunga (ótimo mercado daqui, parecido com o Extra) que tem perto do Politecnico de Como. Foi um belo preparativo para a prova.

Por fim, a foto com toda a nossa turma reunida. Parte dela permaneceu em Como, outra parte veio para Milão e continua se encontrando com boa freqüência por aqui, seja nas festas ou, sem querer, andando pelas ruas.

Assim finalizo o relato das duas semanas que passei em Como; onde pude treinar bastante meu Italiano, conhecer pessoas de diversos países, criar novas amizades, fazer belas caminhadas diárias e, até mesmo, aprender a cozinhar.

Em breve escrevo algo sobre os primeiros dias em Milão! o/

Un giorno in Svizzera

 

Sim, após uma semana em Como, fomos à Suíça!

Boa parte dos participantes do curso de Italiano tinha combinado de se encontrar bem cedo na frente do Duomo de Como. Porém, acabei dormindo mais do que devia e me atrasei… Mas encontrei uma alternativa que, no final, se tornou muito mais econômica.

No dia anterior à viagem, em um dos encontros noturnos no templo citado no post anterior, eu tinha conhecido duas garotas da Letônia (Alise e Solveiga), também participantes do curso de Italiano, que estavam na mesma residência que eu.

Elas tinham mencionado que iriam de carona com um francês (Lionel). Assim, logo que acordei e percebi que estava atrasado, passei no quarto delas e descobri que, felizmente, tinham combinado de ir um pouco mais tarde que o resto do pessoal e que ainda tinha um lugar no carro [por acaso um Clio]. Portanto, aproveitei a carona e chegamos ao nosso destino, Lugano, em aproximadamente meia hora.

A cidade de Como fica a apenas 7km da fronteira com a Suíça (Chiasso) e 32km de Lugano. Por isso resolvemos aproveitar o sábado ensolarado para visitar o país dos chocolates, queijos e canivetes; em particular, a cidade de Lugano, que também possui um lago maravilhoso e o Italiano como língua oficial.

A Suíça pode ser dividida em diferentes regiões de acordo com a língua, dependendo do país mais próximo com que faz fronteira. Por exemplo, na cidade de Lausanne se fala Francês; em Zurich e Bern, Alemão; e, em Lugano, Italiano.

Outra curiosidade sobre esse país é que, apesar de estar rodeada de membros da União Européia, não faz parte dela e, por conseqüência, não utiliza o euro como moeda. [A lógica inversa não é válida, visto que o Reino Unido também possui moeda diferente, mas é estado membro da UE.]

Portanto, logo na fronteira já fizemos o câmbio para franco suíço, que por sinal é uma moeda muito bonita. Mas em Lugano descobrimos que, devido à enorme proximidade com a Itália, a maioria dos estabelecimentos também aceitava euro, apesar de o troco ser apenas em CHF.

 

Parte do lago e, ao fundo, a montanha que possui um funicolare parecido com o de Como, com a ligeira diferença de custar cinco vezes mais caro, pois não há uma estrada para se fazer o percurso de carro ou a pé.

 

Este é o caminho cheio de árvores à beira do lago que pode ser visto no canto direito da foto anterior. É bem agradável para se caminhar ou até mesmo passar a tarde inteira sentado (que não foi o meu caso, apesar de não ter faltado vontade principalmente depois do almoço).

Eu e a Solveiga, com o fundo focalizando o lado oposto do lago mostrado nas fotos anteriores. Como se pode ver, o dia estava muito bonito para se visitar o lago. Não cansávamos de lo guardare.

 

Patos e gansos próximos à margem, onde se pode evidenciar como a água é transparente e aparenta ser bem limpa. De fato, havia uma região com uma espécie de bar ou restaurante na beira do lago com uma extensão que adentrava o mesmo. Tal extensão era aberta (sem teto), com uma pequena cerca e cheia de cadeiras de piscina (aquelas de plástico branco), onde as pessoas estavam com as roupas de banho aproveitando o belo dia. E também havia uma abertura na cerca em direção à parte mais funda do lago, onde algumas pessoas “mergulhavam” e nadavam no mesmo. Mas não chegamos a perguntar quanto custava porque ninguém levou roupa apropriada pra entrar…

 

Lionel e Ildo – outro francês participante do curso de Italiano que encontramos no meio de Lugano – se preparando para jogar a Alise no lago, pois ela tinha acabado de jogar muita água de uma fonte no primeiro. Eles realmente a soltaram lá e ela ficou encharcada, quando estava toda de branco. Mas, vendo pelo lado bom, deve ter sido refrescante. :)

 

Toda a turma reunida em uma das pontas da região da cidade que beira o lago. Há dois detalhes muito interessantes na foto. O primeiro não é muito difícil de se ver: a formação do arco-íris devido ao esguicho do chafariz que se encontrava no lago atrás de nós. O outro eu reparei depois de ver a foto algumas vezes. Os dois franceses pousaram para foto de forma exatamente igual, é incrível. As pernas, os braços, local de apoio destes, sorriso discreto de boca fechada e até a ligeira inclinação da cabeça para a direita. Incrível.

 

Para finalizar, a vista de um mirante (na verdade era apenas um acostamento) da montanha oposta àquela que possui o funicolare. Nessa, felizmente, havia una strada per andare con la macchina.

E foi assim que terminou o sábado em que visitei a Suíça. No próximo post concluo as aventuras por Como. Agora acredito que será um pouco mais rápido para atualizar, pois, por ter feito a matrícula ontem, já consigo utilizar os computadores [e a internet] do Politecnico. Ciao!

Le due settimane a Como [1]

Ciao a tutti! Questo post sarà scritto in Italiano perchè Gustavo lo ha richiesto nel suo commento. Se avete bisogno di una traduzione, tocca a lui. :)

Ok, estou brincando, escreverei em portuguès mesmo; atè porque, caso contràrio, precisaria consultar o dicionàrio muitas vezes. Quem sabe mais pra frente…

Antes de começar, agradeço por todos os comentàrios que recebi no post anterior. Fiquei muito feliz e atè emocionado quando os li. Depois que cheguei em Milào, o acesso à Internet ficou novamente muito restrito. Escrevi o post no notebook (por isso terà acentos normais) e agora estou num internet point para envià-lo. Vou tentar manter certa frequencia de posts por aqui, vamos torcer para que o blog sobreviva aos 2 anos!

Após passar a sexta em Porto, cheguei no aeroporto de Malpensa às 13h30 (local) de sábado (29/08). Fiquei por lá até 15h30, horário que chegaria o vôo de uma amiga da Poli (Vanessa) que também participou do curso de Italiano e dividiu o ap comigo até 01/09, pois sua residência permanente em Como (seu curso será lá) fora liberada neste dia.

No dia 30, outro amigo da Poli (Cleber) chegou para também dividir o ap conosco. Ele chegou muito animado com o dia bonito que fazia e, assim, fomos di subito conhecer o tão famoso lago de Como. Porém, acabamos demorando muito no caminho, pois o centro histórico de Como também é muito bonitinho; e, assim, chegamos ao lago apenas no pôr do sol, que ocorre por volta de 20h30. Mesmo assim, estava muito lindo e tiramos diversas fotos. Por fim ainda subimos com o funicolare até o topo de uma montanha, onde há a piccola cidade de Brunate. Como já era de noite, pagamos apenas 2 euro (não tem plural) de ida e volta.

Na segunda, entramos no Politecnico pela primeira vez para realizar o teste de nível do curso de Italiano. Na parte da manhã teve o teste escrito e, à tarde, o oral. Eu, o Cleber e a Vanessa ficamos na turma de intermediário. Assim como um outro colega nosso da Poli que também participou do curso (Henrique) e mais 7 brasileiros, se não me engano.

Ao longo da semana, conhecemos pessoas de diversos países que também vão fazer intercâmbio aqui, variando entre 6 meses e 2 anos. Além da grande maioria européia, também apareceu gente da China, Rússia, Canadá, Argentina, Colômbia, México… Só achei estranho que não conheci ninguém da Índia. Esperava que viessem vários de tal país, mas talvez apareçam apenas para as aulas no final de Setembro.

A professora da minha turma me agradou bastante. Todos os dias nós tínhamos alguma música italiana logo depois do almoço, além de diversas atividades dinâmicas de conversação e apresentação na frente da sala ao longo das aulas. As conversas abrangiam os mais diversos aspectos possíveis, focalizando bastante no intercâmbio de costumes e cultura dos países. Muito interessante.

Acredito que até concluir a primeira semana foi basicamente isso. Apenas faltou mencionar que, dois dias depois que a Vanessa se mudou para sua residência permanente, o Henrique passou a dividir o ap conosco, devido à possibilidade de cozinhar no apartamento e à boa proximidade ao Politecnico. Agora vamos às fotos!

Na primeira noite que passamos em Como, fomos numa pizzaria localizada bem próxima à nossa residência. E assim resolvemos experimentar três itens muito famosos na Itália: a própria pizza, o vinho e o gelato. E seguem os vereditos. A pizza é oferecida numa forma diferente da que estamos acostumados no Brasil. Normalmente é na forma individual, por pessoa, e sua massa não é tão fina. Possui um molho de tomate maravilhoso, mas acredito que o recheio da paulistana ainda seja melhor, impossibilitando escolher uma preferida. O vinho que pedi era alla spina, servido a partir de uma maquininha semelhante a que se serve chopp. E o gelato… Não há palavras para descrever como era delicioso!

Essa foto, dentre as de Como, foi a que mais me agradou no que diz respeito à riqueza de detalhes peculiares. Na verdade, a maioria deles eu só reparei depois que a vi no computador. Quando tirei a foto, apenas tentei focalizar uma das ruas do centro de Como, em que se observam as grandes janelas em todas as casas (arquitetura que também observei em Porto e, agora, em Milão), além da torre do Duomo no fundo da foto. Porém, há ainda mais três detalhes interessantes: i) na esquerda, observa-se uma loja fechada [porque era domingo] com suas portas pichadas; ii) o sorvete de casquinha de plástico que se apresenta na frente das sorveterias, onde se pode comprar o maravilhoso gelato italiano (ainda preciso perguntar para os argentinos se eles acham melhor que o freddo); iii) um pouco mais adiante do sorvete, há um mendigo sentado na rua. Na verdade, se não me engano, foi o único mendigo que eu vi em Como. Em Milão é mais freqüente se ver.

Essa é parte de uma das laterais do Duomo de Como. Eu realmente não esperava encontrar uma igreja tão grande assim por lá, fiquei muito surpreso quando a vi. Agora que eu estava selecionando as fotos para adicionar neste post, percebi que só tirei fotos desta lateral, mas nenhuma da frente, sabe-se lá por que.

Na mesma lateral da foto anterior, há o desenho retratado acima. Eu tentei entender, mas não consegui interpretar bem seu significado. Há separação de meses, com os respectivos signos (através de seus símbolos); também há alguns números romanos nas extremidades, bem como indicações de pontos geográficos; no centro da parte superior tem o desenho de uma bússola e, logo abaixo, uma lista de diversas cidades do mundo. Enfim, caso alguém tenha uma interpretação ou já conheça o significado da imagem, poste nos comentários depois. Para visualizar a imagem em tamanho maior, basta clicar sobre ela.

Este é o Lago de Como pouco antes do pôr do Sol. Na foto aparecem eu e a Vanessa sentados no pequeno muro, enquanto o Cléber tirou a foto de nós. A existência da escada à nossa frente é um mistério, mas pelo menos possibilita os turistas a colocarem suas mãos na água… E bem próximo do muro tinham alguns patinhos se divertindo com as pequenas ondas formadas pelos barcos/lanchas/iates que passavam no lago.

Mais uma foto do lago, quando o Sol já se encontrava atrás das montanhas localizadas às minhas costas. Apenas alguns raios remanescentes se sobressaiam no céu e refletiam-se nesta região do lago. Ao meu lado esquerdo há uma luneta para se observar melhor as cidades e montanhas que estão do outro lado do lago. E, no direito, havia uma abertura com uma pequena escadinha que terminava abaixo do lago, uma miniatura da mostrada na foto anterior.

Aqui aparece o Funicolare, uma espécie de bondinho que nos levou até o topo da montanha, onde se encontra a cidade de Brunate. Inicialmente percorre-se um caminho fechado, dentro de um túnel; mas, logo adiante, o caminho fica descoberto, proporcionando uma vista panorâmica maravilhosa de Como, do lago e de outras cidades vizinhas. Em dado momento do percurso até o topo, o autista para o funicolare por alguns minutos para tirarmos fotos.

Essa é uma foto tirada de dentro do funicolare (esticando-se o braço para fora). A vista era maravilhosa, mas não foi possível registrá-la fielmente, pois na foto aparecem apenas as diversas luzes da cidade e um espaço escuro representando o lago. Pelo menos, através de toda essa região sem luz, dá para se ter uma idéia de sua extensão. Ainda mais, não foi possível registrá-lo integralmente nessa foto. Na verdade, ele continua para a direita e passa por outras cidades pequenas; sendo que, em algumas delas, há até pequenas praias. Infelizmente não tive tempo de visitá-las, mas estou certo de que ainda passarei em Como outras vezes, até mesmo para subir a Brunate de dia.

Este é um banquinho construído a partir das rochas presentes na cidade de Brunate. Não conhecemos a cidade adentro, pois passamos a maior parte do tempo até o funicolare retornar à Como apreciando a vista dos mirantes e conhecendo um ou outro restaurante com música ao vivo. Mas a minha professora do curso de Italiano já morou em Brunate e disse que a cidade é muito pequena até se comparada a Como, sendo que esta era possível ser percorrida a pé em toda sua extensão (dentro de uma hora, acredito).

Na foto acima aparecem alguns dos brasileiros (outros nao foram enquadrados) durante uma apresentaçao realizada numa das aulas de Italiano. Nòs haviamos sido separados em grupos de acordo com a nacionalidade, com a intençao de cada grupo apresentar, na frente da sala, a cultura e os costumes de seu pais. No nosso grupo, ainda, aparece uma portuguesa (Barbara, à direita), pois era a unica de nossa sala. Nòs fizemos um quiz sobre diversos aspectos do pais, como comidas, carnaval, historia, geografia… E ainda teve uma brincadeira para ver quem conseguia desenhar melhor o Brasil. O vencedor foi um polones! Por fim, tambèm nào podiamos deixar de apresentar um pouco da maravilhosa musica brasileira e, assim, cantamos Garota de Ipanema.

Alguém logo descobriu que um ponto famoso de encontro dos estudantes do Politecnico de Como. Assim, para seguir a tradição, começamos a nos encontrar praticamente todas as noites neste lugar. É um templo, retratado na foto acima, localizado na margem do lago de Como e rodeado por diversos barzinhos que ficam lotados todas as noites. Na verdade, algumas noites tentava-se marcar outros lugares para se encontrar à noite mas, no fim, todo mundo acabava no mesmo lugar. No canto esquerdo da foto, atrás do primeiro pilar, há a escada em que todos ficavam sentados por horas e horas conversando [regados por garrafas de vinho de 1 ou 2 euro cada]. E justamente por causa desses encontros noturnos que andávamos tanto diariamente. A residência em que fiquei era localizada bem próxima do Politecnico, mas distante do lago. Acredito que gastávamos cerca de 40min na caminhada para atingir o mesmo. Mas depois de um tempo acabamos nos acostumando.

Há muitas fotos que eu selecionei para detalhar essas duas semanas e, assim, resolvi separar esse post em dois, sendo o ponto de separação um elemento surpresa. Esperem pelo próximo post para descobrir [no maior estilo novela mexicana]!

Um dia em Porto…

Ok, vou finalmente estreiar esse blog. As coisas aos pouquinhos vào se estabilizando aqui em Como, o que me garante um tempinho a mais para postar aqui.

Cheguei nas terras de Portugal às 9h (local) do dia 27. Meu tio estava me esperando no aeroporto. Porèm, apòs eu ter passado facilmente pela imigraçào ao mostrar o passaporte europeu, o cara da alfàndega ainda resolveu revistar minha mala. De todo mundo que desembarcou sò umas 10 pessoas tiveram que fazer isso. Acho que foi preconceito com a minha camisa do Brasil. Mas sem problemas, levou uns 5min.

Quando sai, vi pessoalmente meu tio pela primeira vez. Ele lembra bastante fisicamente o meu vo e, seu jeito, a minha vò. Logo me levou para a chamada “zona baixa” de Porto, onde andamos bastante pelo centro e fomos atè o rio Douro. Depois almoçamos e descobri que là è o paraiso; pois, alèm de a cidade aparentar ser muito gostosa de se viver, tambèm se come arroz, feijào preto, carnes deliciosas, batata frita e, para finalizar, o vinho è barato (0.99 euro no mercado).

Por fim, fui a sua casa numa cidade vizinha chamada Paços de Ferreira. Nao cheguei a conhecer a cidade, mas tambèm parece ser bem aconchegante. Jantamos e pude apreciar seus incriveis dotes culinàrios. Acho que è algo genètico pois meu pai sempre se mostrou da mesma forma. [Sò espero que chegue em mim tb, ainda mais agora que preciso, rs.] Ah, e o vinho que acompanhou foi, deveras, o melhor que jà tomei.

Na manhazinha do dia seguinte, ele me levou direto ao aeroporto, onde peguei o aviào [minusculo] para Milào. Sai de là muito feliz, adorei a cidade de Porto e, principalmente, ter conhecido [e conversado bastante com] mais um membro de minha familia.

Abaixo seguem as fotos em ordem cronològica…

Este è o Rio Douro, com um barco Rabelo, que era utilizado para o transporte do vinho antigamente. Na margem do rio, hà diversos barzinhos. Lembrou-me bastante a cidade de Paranaguà por tal disposiçào. E do outro lado do rio jà è uma outra cidade - Vila Nova de Gaia. Essa foto me lembrou bastante um cartào postal que eu comprei posteriormente por là. O rio è muito bonito e os bares ao seu redor parecem ser bem aconchegantes.

Perto do rio Douro, andando um pouco adentro nas pequenas ruas, encontram-se ruas muito pequeninas onde parte do caminho è composto por escadas do tamanho mostrado acima, em que estico o braço para mostrar qual è o real tamanho. Imaginamos como deve ser para os bombeiros ou ambulància chegar a estas casas… Ah sim, estou com a camisa do Brasil que a patota me deu de presente antes da viagem e a utilizei logo durante esta para que meu tio me reconhecesse facilmente.

Aqui aparece meu tio em mais uma parte das escadas nessas ruazinhas. Logo no inicio das escadarias, hà um emblema em que està escrito “Escada das Verdades” (ou algo semelhante). Bom, realmente, no fim de toda a subida adentro descobri a verdade de como eu estava fora de forma. Agora talvez isso tenha mudado um pouco, devido às longas caminhadas diàrias que faço em Como, mas deixo isto para outro post.

Esta è a ultima foto das escadas. Estas foram meu alvo na escolha de quais fotos postar porque somente aqui aparece meu tio e eu bem perto da foto. Afinal, tambèm preciso dar prioridade para as fotos em que estamos bem, nào somente às paisagens bonitas… Enfim, apesar de ser a ultima, foi a que mais achei bonita. Acredito que estava quase no fim das escadas. Pode-se visualizar o forte sol que enfrentamos nesse passeio matinal, bem como a bela construçào antiga, porèm preservada, ao canto esquerdo da foto.

Esta foto è bem no centro comercial de Porto. As ruas que cruzam possuem vàrias lojas, algumas bem famosas tambèm no Brasil (C&A, Fnac, Zara…). E ao fundo se visualiza uma das belas (e vàrias) igrejas que se tem em Porto. Parece que è muito comum por là fazer decoraçòes utilizando azulejos com desenhos em azul. A estaçào de comboios, em sua parte interna, tambèm è feita da mesma forma em paredes imensas. Porèm boa parte dela estava em reforma no dia que passei. Ah, e algumas dessas construçòes apresentam parte de sua decoraçào degradada porque os gajos roubam os azulejos, pois sao antigos e valiosos, para se vender em outros paises ou mesmo na Internet.

Perto da Torre dos Clèrigos - o edificio mais alto da cidade de Porto - hà esse estabelecimento comercial em que se vende frutas. Foi um dos primeiros pontos em que meu tio me levou e tirei uma foto porque ele disse que jà tinha feito uma aquarela (aguarela, no portuguès de là) dele. Porèm, nào tinha idèia do àngulo, apenas registrei para depois comparar. O que me surpreendeu foi que, quando eu cheguei a sua casa e ele me mostrou todas suas aguarelas, notei a posiçào quase idèntica de sua reproduçào e da foto que eu tirei. Assim, fiz essa pequena montagem de ambas na mesma foto. Meu tio possui vàrias aguarelas e, como o disse enquanto as via, possui um dom incrivel de reproduzir barcos e similares em todos seus detalhes.

Por fim, a foto de dentro do aviào minusculo que peguei de Porto a Milào. Esse aviào possuia pouco menos que 20 fileiras e cada uma era composta de um assento na janela, corredor, dois assentos e outra janela. Muito bizarro, mas o voo foi incrivelmente confortàvel! Enfim, na foto aparece a regiào de transiçào entre a paisagem sem nuvens que presenciei por cerca de meia hora para o lugar que estava com tempo nublado. Infelizmente nào tenho a minima idèia de que pais/cidade eu sobrevoava no momento; mas achei a foto muito bonita, principalmente pelo horizonte no fundo.

Bom, è isso! Em breve posto noticias e fotos de Como.

Enquanto isso, espero comentàrios que me motivem a continuar postando aqui, pq acabo de descobrir que dà um trabalho do caraças! rs.

Ver-nos-emos em breve! o/